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Desafios Corporativos Atuais

Este texto tem por objetivo apresentar alguns aspectos importantes a observar na descoberta dos principais desafios a enfrentar pelos executivos brasileiros, tendo em vista o estágio competitivo, internacionalização que passa as empresas aqui constituídas, além do contexto político atual a partir do anúncio da equipe econômica do segundo mandato da Presidente Dilma Rousseff.

Inicio pelo desafio da sustentabilidade, pois tenho participado de eventos e palestras e numa das últimas questionei o palestrante se ainda existem pessoas que confundem o conceito relativo à Sustentabilidade Empresarial, ou seja, aquele relativo à sustentação da empresa sem depender de recursos de instituições financeiras através de recursos onerosos com os que tradicionalmente são tratados no Triple Bottom Line qual seja o tratamento estratégico (de alto nível) relativo aos aspectos Econômicos, Sociais e Ambientais. É importante que empresas e executivos tenham clareza sobre a importância da manutenção e perenidade da empresa, porém respeitar os aspectos sociais dos Empregados, Clientes, Fornecedores e comunidade do entorno das instalações, bem como o respeito ao Meio Ambiente, pois o termo interessante â??pegada ecológicaâ? é que devemos usar os recursos naturais, mas deixando a natureza em melhores condições quando a encontramos.

Outro aspecto a manter na pauta das questões estratégicas diz respeito à Competitividade, pois participei de um workshop sobre â??Aspectos do Mercado de Capitais no Processo de Capitalização das Empresasâ? na FIESP e um ponto destacado ao final, pelo dirigente daquela instituição, foi o relativo à desindustrialização que é um fenômeno que ocorreu também nos EUA, que está passando por recuperação econômica a partir do que o Presidente Obama chamou de reindustrialização, ou seja, depois do processo de â??fuga de indústriasâ? para a China, percebeu-se que a â??geração de emprego no exteriorâ? era insuficiente para barateamento dos Preços Internos. Assim, chamo a atenção para a Competitividade Externa, principalmente com o â??ataque da Chinaâ? nos mercados globais, pois o que deve ser feito é enfrentar tais preços com qualidade dos produtos e serviços agregados e produção em escala com máquinas, equipamentos e técnicas modernas, pois tais conceitos agregam valor nos aspectos relativos à produtividade.

No âmbito da competitividade interna, enquanto o governo não resolver os problemas do CUSTO BRASIL com o â??apagão logísticoâ?, devemos superar os gargalos com recursos organizacionais relacionados à criação de Clusters Produtivos, Polos Produtivos e de Distribuição para atingir ganhos escala.

Para finalizar, mas sem esgotar o assunto, trago a questão relacionada à manutenção e crescimento das empresas com aspectos de Agregação de Valor, pois o principal objetivo é o Cliente perceber o Valor acima do explícito no preço pago pela qualidade do produto ou serviço adquirido, bem como aspectos do pós-venda. Agregar valor aos empregados fazendo quem seja além da remuneração direta e indireta, bem como o plano de carreira e vínculo criado com a satisfação de ser ouvido e o orgulho de â??fazer parte do timeâ? ou â??vestir a camisaâ?. Agregar valor à sociedade, pois um aspecto interessante foi ao ouvir o depoimento de uma empresa questionar o que aconteceria se a empresa fechasse as portas. Foi quando a alta administração percebeu que outra empresa iria ser constituída para ocupar o espaço e ninguém iria sentir falta ou saudades daquela empresa. Foi assim que a empresa mudou inclusive a linha de produtos, pois deixou de fazer luvas de borracha para produzir próteses ortopédicas. Para fechar o tema Agregar Valor aos Proprietários, ou seja, ir além da remuneração esperada e fazê-lo satisfeito além das expectativas estabelecidas.

Sei que existem muitos outros temas a abordar, como os relacionados à Gestão, Governança Corporativa, Inovação Tecnológica, Fontes de Recursos para Investimentos e Modernização, mas deixo alguns pontos para reflexão dos leitores para desenvolver e fazer com o Brasil deixe de ser um país do futuro e torne-se digno de fazer parte do Bloco dos Emergentes como Jim O'Neill (ex-Goldman Sachs) chamou de BRIC(Brasil, Russia, Índia e China) em 2001.

São Paulo, 17 de Fevereiro de 2015.

Prof.Luiz Roberto Nascimento

Lroberto2006@gmail.com

Pós-Graduação em Finanças ICES/CRA-MG&UFMG-1984

ADESG/BH-1985/Cursos de Extensão ESG/RJ-1987/88/1990

Diretor Comitê Controladoria ANEFAC(www.anefac.com.br)

CFO/Comitê Ética AAFM/BRAZIL (www.aafmbrazil.com)

VP Finanças&Presid.Comitê Ética www.institutopalestrante.org.br

Consultor Líder Finanças CEDEPPE(www.cedeppe.com.br)

Skype: luiz_roberto_nascimento

 

 

 

Fonte: www.financeiro.cedeppe.com.br